PAX · MANUTENÇÃOContrato GTE — Goiás
Estruturação da área · Operações

A régua do contrato virou disponibilidade.
Três tipos de manutenção respondem por ela.

A receita é reconhecida por câmera online. A área se organiza em três tipos de manutenção — cada um com gatilho, fluxo, papéis e métrica próprios. Comece pelo panorama macro; depois desça em cada tipo.

Prioridade 1

T1 · Manutenção de Ativação

Deixar a câmera online pela primeira vez. A energia diz que tem energia, a operadora diz que tem link — e a câmera não sobe. Cada um culpa o outro e o técnico volta. É o tipo com mais dinheiro parado e o que mais consome deslocamento.

Métrica-mãe: voltas por ponto + aging do backlog
Prioridade 2

T2 · Manutenção Reativa

Estava online e caiu. Cascata de testes remotos baratos (energia → link → câmera) antes de gastar deslocamento, acionamento da camada certa e validação remota antes de fechar.

Métrica-mãe: MTTR e disponibilidade
Prioridade 3

T3 · Manutenção Preventiva

Ciclo trimestral programado. Quatro blocos de checklist — elétrica, energia, câmera, poste. Reduz o T2 de amanhã e cobre o risco elétrico do shelter.

Métrica-mãe: % do parque com preventiva em dia
Focos críticos: conectividade (internet/fibra) e energia. São as duas causas dominantes, atravessam T1 e T2, e têm donos externos com relações contratuais opostas — por isso ganham subprocessos próprios.
Nível 0 · a visão que conecta tudo

Panorama macro

Uma única figura ligando upstream, os três tipos de manutenção e os loops de governança. Leia na ordem dos números: 1–4 é o que acontece antes da manutenção existir; 5–7 são os três tipos; 8–10 são os loops que impedem o problema de voltar.

Panorama macro — como todos os fluxos se conectamDo projeto do ponto à disponibilidade contratada · três tipos de manutenção e dois loops de aprendizadoUPSTREAMMANUTENÇÃOGOVERNANÇABlueprinting+ SupplyInstalação do poste(obra civil)Provisionamento externo:energia (concessionária)+ link (operadora)Instalação dacâmera em campoT1 · ATIVAÇÃOdeixar a câmera online(ciclo de responsabilização)GATE DEACEITE72h estávelOPERAÇÃOcâmera gerando receitapor estar onlineT2 · REATIVAestava online e caiu:triagem em cascataT3 · PREVENTIVAciclo trimestralprogramadoDISPONIBILIDADE≥ 95% → 98%(régua do contratoe da receita)LOOP 1 · Recorrência por ponto3+ chamados no mesmo código →Engenharia decide (M6)LOOP 2 · FornecedoresSLA no recorte defensável +garantia de ativaçãoComitê de disponibilidademetas · investimentos ·escalonamento à GTE1234567câmera instaladaaprovadocaiucalendário trimestralmenos falhas futuras8910ciclos ≥ 2 no pontoreincidência no pontodecisõesvolta ao projeto: realocação · troca de provedor · reforço elétrico · revisão de blueprint
evento (início/fim) gateway (decisão) atividade timer (prazo/janela) — linha cheia: fluxo · tracejada: informação/decisão · raia: quem executa
O gate de aceite é a fronteiraAntes dele, o ponto é obra inacabada (T1) e não conta na disponibilidade. Depois dele, toda queda é T2 e conta. Sem essa linha, o backlog de instalação contamina o indicador da operação.
O chamado resolve o incidente; o loop resolve a causaUm ponto que volta a falhar não é caso novo: é sintoma. Por isso 3+ chamados no mesmo código sobem para o Loop 1 (engenharia) e padrões por fornecedor sobem para o Loop 2 (contrato).
Toda decisão estrutural volta ao projetoRealocação, troca de provedor no ponto, reforço elétrico e revisão de blueprint são saídas do loop — a manutenção alimenta a implantação, não só limpa a sujeira dela.
Prioridade 1 · antes do gate

T1 · Ativação — e o ciclo de responsabilização cruzada

Este é o fluxo que hoje mais dói e o menos desenhado. A sequência típica: instalação concluída, concessionária confirma energia, operadora confirma link — e a câmera não sobe. O técnico vai a campo, encontra falta de energia, aciona a concessionária; ela volta, arruma um cabo solto e declara resolvido. A câmera continua fora: “então é a fibra”. Novo acionamento, nova volta a campo. O mesmo ponto acumula chamados e ninguém consegue dizer em que volta está.

T1 · O ciclo de responsabilização cruzada — o problema central da ativaçãoEnergia diz “tem energia” · operadora diz “tem link” · a câmera não sobe · cada um culpa o outro · o técnico volta. Cada volta é custo. O corte são as regras 2, 5 e 7.N1 · REMOTOCAMPO (N2)TERCEIROPONTO · CONTROLETerceiros declaramenergia e link OKInstalar câmera etentar subir o ponto×Observação 72h+ checklistGATE de aceiteDIAGNÓSTICO COM EVIDÊNCIA:medição de tensão · foto do disjuntorteste de ping · foto da ONT×REPORTAR COM EVIDÊNCIA aoresponsável (energia ou fibra):chamado-filho no CÓDIGO DO PONTOTerceiro executa edeclara “resolvido”RETESTE REMOTO N1antes de despachar(a palavra não fecha nada)×CONTADOR DE VOLTAS DO PONTO+1 a cada retorno sem solução×ESCALONAMENTO — fim do ping-pong:vistoria CONJUNTA (PAX + energia + fibra,mesmo dia) · pauta quinzenal · garantiaNOVA VOLTA A CAMPO — só com hipótesenova e a evidência anterior anexada(proibido repetir o mesmo teste)A evidência é o que impede o “não é meu problema”:sem medição e foto, o terceiro devolve o chamadoe a volta seguinte já está contratada.1Câmerasubiu?8sim2não sobeCausaevidenciada?3sim: é energia ou é fibra45Subiu noreteste?simnão: mesma câmera, nova voltaVoltas≥ 2?7simnão: versões se contradizem6não: 1ª voltareabre o ciclo

As nove etapas, e onde o ciclo se rompe

1
Instalar e tentar subirCom energia e link declarados OK pelos terceiros. Se subir, vai direto para observação de 72h.
2
Diagnóstico com evidência — 1º corteNunca reportar “não funciona”. Reportar medição de tensão, foto do disjuntor, teste de ping e foto da ONT. Sem evidência, o terceiro devolve o chamado e a próxima volta já está contratada.
3
Reportar ao responsável com a evidênciaE abrir chamado-filho vinculado ao código do ponto — nunca um chamado isolado. É isso que torna a recorrência visível.
4
Terceiro executa e declara “resolvido”Aqui está a armadilha: a declaração não é prova.
5
Reteste remoto antes de despachar — 2º corteN1 confirma remotamente se o ponto subiu. Só despacha técnico se o reteste falhar. Elimina a volta a campo baseada na palavra do terceiro.
6
Nova volta a campo — com regraSó com hipótese nova e a evidência anterior anexada. Proibido repetir o mesmo teste: se a volta não muda a hipótese, ela não muda o resultado.
7
Teto de duas voltas — 3º corteNa 2ª volta o ponto sai do ping-pong: vistoria conjunta obrigatória (PAX + energia + fibra no mesmo dia), entrada na pauta quinzenal do fornecedor e registro de garantia de ativação. Ninguém mais volta sozinho.
8
Observação de 72h + checklist elétricoEstabilidade comprovada, não instantânea.
9
Gate de aceiteO ponto entra em operação e passa a contar na disponibilidade. Daqui para frente, qualquer queda é T2.

Monitorando o que se repete: um código, muitos chamados

O problema que você descreveu — “o mesmo item tem vários chamados e eu preciso acompanhar quantas aberturas, quantas recorrências” — não se resolve com esforço de acompanhamento. Resolve-se com estrutura de registro: o histórico mora no ponto, e contadores disparam gatilhos automáticos.

Monitoramento do ponto — um código, muitos chamadosTodo chamado nasce vinculado ao código do ponto. É o ponto que acumula histórico — não o chamado. Sem isso, a recorrência é invisível.REGISTROCONTADORESGATILHOSPONTO (código único)município · coordenadas · fornecedor de linkconcessionária · data do aceiteChamado T1 · ativaçãocausa: energia (ramal)status: fechadoChamado T1 · ativaçãocausa: fibra (PPPoE)status: fechadoChamado T2 · reativacausa: energia (nobreak)status: fechadoChamado T2 · reativacausa: em triagemstatus: ABERTOVisita T3 · preventivaachado: bateria fim de vidastatus: pendência no M6Cada linha é um chamado-filho.O mesmo código já teve 4 chamadose 1 pendência de engenharia —fato que só aparece no ponto,nunca olhando chamado a chamado.VOLTAS NO CICLO T1reaberturas após “resolvido”CHAMADOS NO TRIMESTRET1 + T2, qualquer causaCHAMADOS POR CAMADAenergia × fibra × câmera × posteTEMPO ACUMULADO OFFLINEimpacto direto na receita do pontoRESPOSTAS SEM SOLUÇÃOpor fornecedor, no ponto≥ 2 voltas no mesmo ciclo →VISTORIA CONJUNTA obrigatória(PAX + energia + fibra)≥ 3 chamados no trimestre →ponto entra na lista do M6(decisão de engenharia)Camada dominante = energia →investir em autonomia(nobreak / bateria)Offline acima do limite do mês →escalonamento à GTE comhistórico do ponto anexadoPadrão por fornecedor →pauta quinzenal + recortede cobrança de SLANenhum gatilho depende de alguém “lembrar”: o contador dispara o gatilho, o gatilho entra na pauta. É assim que a recorrência sai do achismo e vira decisão.chamados-filhos

Por que isso muda o jogo: hoje, para saber se um ponto é crônico, alguém precisa lembrar. Com o chamado-filho vinculado ao código, o próprio sistema mostra “4 chamados, 2 voltas, camada dominante = energia” — e o gatilho entra na pauta sem depender de ninguém notar.

Prioridade 2 · depois do gate

T2 · Reativa — cascata de triagem passo a passo

A lógica é econômica: cada etapa é um teste remoto barato executado antes de gastar deslocamento ou queimar crédito com um terceiro. E a ordem não é arbitrária — é a ordem de dependência física: sem energia não há link, sem link não há câmera.

T2 · Manutenção Reativa — cascata de triagem passo a passoCada etapa é um teste remoto barato antes de gastar deslocamento. O acionamento externo só ocorre quando a camada anterior foi descartada.N1 · REMOTOCONCESSIONÁRIAFORNEC. FIBRACAMPO (N2)Câmera aceitaficou offlineAbrir chamado+ carimbo dedetecçãoChecar energia:telemetria/nobreak +falta na região×Checar link: ping aoroteador + statusno provedor×Checar câmera:acesso + rebootremoto×VALIDAÇÃO REMOTA:estável antes defecharFechado no ponto×Protocolo formal (nº no chamado)+ acompanhamento diárioShelter: disjuntor · DR · filtro ·nobreak — reparo próprio N2Ticket Odoo tipificado → ponto focal(fila = 1ª atividade do dia)janela 4h×Reparo em andamentocom prazo informadoEstouro: despacho NÃO bloqueado —N2 segue a agenda; estouro vira dadoTroca com spare no local→ RMA + nº de sérieFechamento sempre pelo mesmo ponto:nenhuma rota fecha sozinha, todaspassam pela validação remota.12EnergiaOK?3simLinkOK?4simCâmeraOK?9sim: normalizouForneci-mento?não5sim6não: infra própria7não: fibra confirmadaRespondeuna janela?sim8nãonão
1
Abrir chamado com carimbo de detecçãoInício do relógio de MTTR. Sem carimbo não existe SLA aferível.
2
Checar energia remotamenteTelemetria do nobreak + consulta de falta na região. Custo: zero.
3
Checar link remotamentePing ao roteador do ponto + status no portal do provedor. Custo: zero.
4
Checar câmera remotamenteAcesso e reboot remoto. Custo: zero. Só depois disso alguém entra num carro.
5–6
Rota energia: a bifurcação que protege o SLAFalta externa → protocolo formal na concessionária, com o número registrado no chamado do ponto. Falha interna (disjuntor, DR, filtro, nobreak) → equipe própria. Misturar as duas contamina o indicador do fornecedor de fibra, que não tem obrigação sobre energia.
7–8
Rota fibra: janela de 4h anti-bloqueioTicket tipificado ao ponto focal. Resposta “reparo em andamento com prazo” segura o técnico — é o único retorno que realmente economiza deslocamento. Estouro da janela não trava a operação: N2 segue a agenda e o silêncio vira dado contra o fornecedor.
9
Validação remota antes de fecharNenhuma rota fecha sozinha. Nunca “o fornecedor disse que resolveu”.
Prioridade 3 · ciclo programado

T3 · Preventiva — reduzir o T2 de amanhã

Falhas de shelter têm padrão de engenharia — bateria em fim de vida, nobreak subdimensionado, disjuntor mal fixado — e crescem com a idade do parque. Nenhum ajuste de fornecedor resolve isso: só visita programada com checklist e destino definido para cada achado.

T3 · Manutenção Preventiva — ciclo trimestral passo a passoVisita programada com checklist em quatro blocos. Todo achado tem destino definido — corretivo imediato ou decisão de engenharia.COORDENAÇÃOCAMPO (N2)DESTINOPonto completa3 meses onlineGerar lista do trimestre(mais antigos eshelters sem DR)Agendar rota casandocom chamados T2 damesma regiãoBloco 1 · ELÉTRICAcaneta detectora ·disjuntor · DRBloco 2 · ENERGIAnobreak · bateria ·autonomiaBloco 3 · CÂMERAlente · fixação ·enquadramentoBloco 4 · POSTEcabos · vegetação ·vandalismo×Corrigível na hora → resolve eregistra no mesmo checklistPadrão de engenharia (bateria,dimensionamento) → lista do M6Registrar: fotosantes/depois +checklist assinadoPreventivaem dia123rota do dia456Achado?7sim, simples8sim, estrutural9nãoachado anexado ao ponto
Rota inteligenteA lista do trimestre prioriza pontos mais antigos e shelters sem DR; a rota casa com chamados T2 da mesma região para diluir o deslocamento.
Segurança é o bloco 1Caneta detectora de tensão na carcaça antes de qualquer contato — protocolo nascido do incidente da fase solta no disjuntor.
Todo achado tem destinoCorrigível na hora resolve e registra; padrão de engenharia vai para a lista do M6. Nada morre no checklist.
As duas causas dominantes · subprocessos de T1 e T2

Focos críticos: Conectividade e Energia

São as duas frentes que você precisa dominar — e a fronteira física define quem responde por cada uma. Confundir as camadas é a origem tanto do ping-pong do T1 quanto do indicador sem significado no T2.

Concessionária de energia

Rede elétrica e ramal até a chegada no shelter. Protocolo formal, prazos regulados (ANEEL) — acompanhamento disciplinado, não negociação.

✂ fronteira: chegada ao shelter

PAX — responsabilidade integral

Do shelter para dentro: disjuntor, DR, filtro, nobreak, cabeamento e câmera. Equipe própria N2 + preventiva.

✂ fronteira: porta óptica / link

Fornecedor de fibra

Rede óptica e ativação do link. Sem obrigação de assistência quando a causa é energia — acionar errado é pedir cortesia, não exigir contrato.

Foco 1 · Conectividade (internet / fibra)

Dentro de “fibra” existem dois mundos com prazos completamente diferentes: provisionamento/configuração (PPPoE, porta LAN — o provedor resolve remoto, em minutos) e rede física (rompimento, conector, ONT — exige equipe do provedor em campo). Tipificar no ticket muda o prazo que você espera e a cobrança que você pode fazer.

Foco crítico · Conectividade (internet / fibra) — subprocesso de T1 e T2Dentro de “fibra” há dois mundos: provisionamento/configuração (resolve remoto) e rede física (exige campo do provedor). Tipificar muda o prazo esperado.N1 · REMOTOFORNEC. FIBRACONTROLE DO PONTOFibra confirmadana triagemAbrir ticket tipificado:T1 garantia de ativação× T2 reparoAnexar evidência:ping · status da porta ·foto da ONTPonto focal assume a fila(1ª atividade do dia)janela 4h××Provisionamento: PPPoE,porta LAN, reconfiguração→ resolve remotoRede física: rompimento,conector, ONT → equipedo provedor a campoEstouro: despacho NÃO bloqueado +estouro registrado no ticketRETESTE REMOTO N1(não fecha pelapalavra do provedor)×Fechado noponto+1 VOLTA NO PONTO→ gatilhos de recorrência123notificaçãoRespondeuna janela?Tipo defalha?sim4config5física6não7Subiu?simnão

Foco 2 · Energia

A pergunta que resolve 90% da ambiguidade: há tensão na entrada do shelter? Se não há, é concessionária (protocolo, prazo regulado). Se há, o problema é nosso e nenhum terceiro vai resolvê-lo — é medição interna e equipe própria.

Foco crítico · Energia — subprocesso de T1 e T2A fronteira é o shelter: fora dele é concessionária (prazo regulado); dentro dele é PAX (equipe própria). Confundir as duas contamina o SLA e esconde o investimento necessário.N1 · REMOTOCONCESSIONÁRIACAMPO (N2)DECISÃOPonto semenergiaLer telemetria donobreak + históricodo pontoConsultar falta deenergia na região(concessionária)×Abrir protocolo formal e registraro nº no chamado do pontoAcompanhamento diárioaté a energizaçãoMedir dentro do shelter: disjuntor ·DR · filtro de linha · nobreakReparo próprio N2(spare elétrico no veículo)RETESTE REMOTO N1antes de fechar×Fechado nopontoRecorrência de energia no ponto →AUTONOMIA (nobreak/bateria maior),nunca cobrança do fornecedor de fibraRegra prática: se a medição na entrada do shelter tem tensão, o problema é nosso — e nenhum terceiro vai resolvê-lo.12Tensão naentrada?3não: falta externa45sim: falha interna (PAX)67Subiu?sim8não

Nota sobre o diagnóstico: ~2/3 dos acionamentos atuais ao fornecedor de fibra têm causa fora do escopo dele; o retorno muda a decisão de despacho em ~1 caso a cada 10; respostas de 4–30h chegam depois da decisão. Ordem de grandeza do período analisado — o padrão, não estatística auditada.

Do macro ao micro · elemento interativo

Arquitetura de processos: navegue L1 → L4

Os três tipos de manutenção + três processos de gestão formam o L1. Clique para descer: tipo → processos → etapas → atividades executáveis.

L1 Tipos + Gestão
L2 Processos
L3 Etapas
L4 Atividades

Regra de profundidade: T1 e T2 detalham-se até L4 porque rodam todo dia. T3 e os processos de gestão (fornecedores, spares, melhoria) têm cadência quinzenal/mensal — a rotina com pauta fixa já é o detalhe adequado.

Papéis e responsabilidades

Matriz RACI

R Responsável pela execução   A Aprovador / dono da decisão   C Consultado   I Informado

AtividadeCoord.N1N2Ponto focalEngenhariaSupplyLiderança
Três níveis · três audiências · três cadências

Indicadores e metas

Cada tipo tem sua métrica-mãe; o SLA de fornecedor é calculado exclusivamente sobre fibra confirmada pela triagem — nunca sobre o lote bruto.

T1 · AtivaçãoVoltas por ponto + aging do backlog+ % de pontos que passaram do teto de 2 voltas · garantias de ativação acionadas
T2 · ReativaMTTR e disponibilidade+ % de resposta na janela de 4h · % de acionamentos fora de escopo
T3 · Preventiva% do parque em dia+ pendências de engenharia encaminhadas ao M6

Estratégico

Mensal — comitê / GTE
Disponibilidade da rede% de câmeras aceitas online, excluindo evento externo justificado
meta: ≥95% → ≥98%
Backlog de ativação (T1)pontos instalados sem receita — dinheiro parado
meta: tendência a zero
MTTR global (T2)detecção → validação de resolução
baseline no 1º ciclo · −20% no trimestre
% causas estruturaisenergia + reincidência de projeto ÷ total
tendência de queda

Tático

Quinzenal — reunião com fornecedores
% acionamentos fora de escopotickets cuja causa final não era fibra — mede a NOSSA triagem
meta: de ~2/3 para zero
% resposta dentro da janelaponto focal em até 4h
meta: ≥90% · estouro vai à pauta
MTTR de fibra confirmadasó no recorte de fibra — o único comparável entre fornecedores
conforme contrato
Voltas e garantias (T1)pontos que estouraram o teto de 2 voltas · tickets de garantia por fornecedor
pauta fixa da quinzenal

Operacional

Diário — gestão do backlog
Backlog por tipo (T1/T2) e causafoto do dia; críticos >48h e pontos prioritários GTE
Fila de validação e agingchamados aguardando confirmação remota
% sem categorizaçãochamado sem causa não avança no fluxo
meta permanente: zero
Nível L4 · execução

Checklists operacionais

Checklist que vive em documento morre; checklist que vive no formulário do ticket é cumprido. Estes quatro viram campos obrigatórios no Odoo.

Gate de aceite — saída do T1, entrada em operação
  • Câmera online e estável pelo período mínimo (proposta: 72h contínuas)
  • Conectividade confirmada por double-check remoto — não apenas status no Odoo
  • Energia validada: medição no shelter, nobreak funcional e testado
  • Checklist elétrico aprovado: fixação das fases (teste de tração), ausência de tensão na carcaça, DR instalado ou plano registrado
  • Cadastro conferido contra o blueprint; fotos anexadas; aceite registrado no Odoo com data
Triagem N1 — todo chamado T2
  • Carimbo de detecção registrado (data/hora)
  • Cascata executada na ordem: energia → fibra → câmera
  • Causa classificada em campo estruturado — nunca só texto livre
  • Prioridade definida (ponto crítico GTE ou padrão)
  • Rota acionada com prazo e responsável — fornecedor só recebe fibra confirmada
Visita preventiva T3 — ciclo trimestral
  • Segurança primeiro: caneta detectora de tensão na carcaça antes de qualquer contato
  • Inspeção elétrica: aperto das fases, estado do DR, fiação, sinais de aquecimento
  • Nobreak: teste de autonomia e estado/idade da bateria
  • Câmera: limpeza de lente, fixação, enquadramento contra o blueprint
  • Rede: conectores, cabos, organização do shelter · poste e entorno (vegetação, vandalismo)
  • Registro fotográfico antes/depois e checklist assinado no Odoo
Fechamento de chamado — T1 e T2
  • Validação remota positiva: câmera online e estável pós-reparo
  • Causa raiz final confirmada ou corrigida em relação à triagem
  • Todos os tempos carimbados: detecção, acionamento, resposta, resolução, validação
  • Troca de hardware: número de série atualizado e RMA aberto
  • 3º chamado do ponto no período: flag de reincidência para o M6
Cadências de gestão

Rotinas: nenhuma reunião cria dado novo

Todas leem o mesmo painel, alimentado pelos checklists. Operacional resolve chamado; tático resolve fornecedor; estratégico resolve investimento, contrato e postura de SLA.

RotinaCadênciaParticipantesPauta fixa
Gestão do backlog (T1 + T2)Diária (15 min)Coordenação + N1Críticos >48h · aging de ativação · fila de validação · sem categorização
Planejamento de campoSemanalCoordenação + N2Agenda T2 × T3 · spares no veículo · rotas
Reunião de fornecedoresQuinzenal (por fornecedor)Coordenação + fornecedor% na janela · MTTR fibra confirmada · garantias T1 · fora de escopo · plano de ação
Revisão de reincidência (M6)MensalCoordenação + EngenhariaLista nominal de crônicos · decisão por ponto
Comitê de disponibilidadeMensalLiderança de OperaçõesPainel estratégico · metas · investimentos · postura de SLA · escalonamentos GTE
Revisão de estoqueMensalCoordenação + SupplyConsumo de spares · ressuprimento · RMA pendentes
Decisão de liderança

SLA de fibra: duas posturas, uma recomendação

O SLA existe em contrato e não é exercido — medir sem cobrar é custo sem consequência. E a janela de 4h do T2 depende de existir consequência definida para o estouro.

Postura 1 — Exercer no recorte defensável recomendada

  • O que é: cobrança formal só onde a exigibilidade é clara — (a) fibra confirmada pela triagem (T2); (b) garantia de ativação em pontos bootstrap (T1)
  • Prós: dá consequência à medição; recorte pequeno e sustentável; alavanca real
  • Contras: exige registro impecável no recorte; esforço administrativo
  • Pré-condições: fluxo Odoo operando · triagem madura · rito com o jurídico

Postura 2 — Medição gerencial, sem cobrança

  • O que é: indicadores para leitura gerencial e reunião quinzenal; nenhuma cobrança contratual
  • Prós: custo mínimo; preserva a relação; sem esforço jurídico
  • Contras: SLA como letra morta; janela sustentada só em boa vontade
  • Pré-condições: nenhuma além do fluxo básico
Recomendação — Postura 1, faseada.

Dois primeiros ciclos como Postura 2, enquanto o Odoo amadurece e os tempos são carimbados com consistência; a partir do 3º ciclo, exercer o SLA só no recorte defensável (fibra confirmada + garantia bootstrap). Sem a Postura 1 no horizonte, a dependência do ponto focal degrada; cobrar antes de ter evidência impecável expõe a PAX a perder a discussão.

Antecipação

Riscos mapeados e mitigações

RiscoImpactoMitigação
T1 contaminar o T2Backlog de ativação tratado como manutenção; indicadores sem significadoGate de aceite formal; T1 medido por aging próprio; recorte bootstrap aciona garantia
Dependência do ponto focal virar bloqueanteTécnicos próprios travados por atraso de terceiroEstouro da janela libera o despacho automaticamente; silêncio vira dado
Assimetria de escala entre fornecedoresPonto focal desproporcional para quem tem poucas dezenas de pontosPonto focal só para grande escala; demais em fluxo simplificado no mesmo ticket
SLA medido sem consequênciaCusto de coleta sem retorno; janela em boa vontadePostura faseada: gerencial → cobrança no recorte defensável no 3º ciclo
Estação chuvosa (out–abr)Chamados de energia e descargas explodem no pior momentoEquipe e spares dimensionados antes de outubro; autonomia de nobreak nos clusters críticos
Envelhecimento do parqueFalhas de shelter/bateria crescem — padrão de engenhariaT3 com teste de bateria; M6 decide substituição programada
Automação Odoo atrasarFluxo TO BE opera manual e degradaTicket manual padronizado com os mesmos campos e tempos, já fora do WhatsApp
Risco elétrico do shelterSegurança de terceiros; passivo graveChecklist elétrico no gate e no T3; caneta detectora obrigatória; plano de DR
Implantação

Roadmap 30 · 60 · 90 dias

Dias 1–30 · foco T1

Fundação

  • Aprovar o desenho: 3 tipos, gate, triagem como pré-condição, SLA faseado
  • Separar o backlog de ativação (T1) e medir o aging desde o dia 1
  • Tirar o WhatsApp do circuito: ticket padronizado no Odoo
  • 1 pessoa dedicada ao N1; cascata + categorização obrigatória no ar
Dias 30–60 · foco T2

Disciplina

  • Automação de tickets no Odoo; ponto focal e janela de 4h com os grandes
  • Gate de aceite formalizado; garantias bootstrap acionadas nos fornecedores
  • Estoque de operação com Supply; spares posicionados
  • 1ª rodada do M6; baselines de MTTR, disponibilidade e fora de escopo
Dias 60–90 · foco T3 + consequência

Antecipação

  • Ativar Postura 1 de SLA no recorte defensável (rito com o jurídico)
  • Iniciar o ciclo T3 pelos pontos mais antigos e shelters sem DR
  • Plano da estação chuvosa: equipe, spares, autonomia nos clusters críticos
  • 1º reporte formal de disponibilidade à GTE no novo modelo